História da Associação

Uma história em defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade.

 

O ocaso do regime militar se anuncia, em 1979, com a subida ao poder do último dos generais e a redemocratização institucional do país: anistia, legalização de partidos e sindicatos, abrandamento da censura. Um futuro alvissareiro era anunciado, tendo como mola propulsora o conceito - até então imaculado - da democracia. Democratizar era a palavra - mote principal de toda a década seguinte. Movidos por um entusiasmo verdadeiro de criar o que estava por vir, grupos os mais variados se reúnem em torno de debates fervorosos e da determinação de eliminar os últimos resquícios da ditadura.

No dia sete de maio daquele ano, 97 professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro reúnem-se na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) para a Assembléia fundadora da Associação dos Professores da UERJ (APUERJ). A realização da assembléia fora dos muros da universidade indica o forte clima de desconfiança e perseguição ainda existente. Os nós até então insolúveis da ditadura provocam também a mudança do nome da entidade. O registro de uma associação biônica pela Administração Central, com o mesmo nome e com o objetivo de esvaziar a entidade recém-criada, levou a mudança do nome de APUERJ para ASDUERJ - Associação de Docentes da UERJ.

De lá para cá, a ASDUERJ foi agente fundamental no processo de democratização da universidade e na conquista e consolidação dos direitos dos seus professores. Realizou a primeira greve por salário na universidade, logo no seu segundo ano de fundação; esteve à frente da construção do Plano de Carreira Docente; organizou a mobilização pela nomeação do professor Hésio Cordeiro, que ganhou mas não levou a reitoria em 84, na primeira eleição direta para o cargo realizada na universidade brasileira; liderou o movimento pela conquista de dotação orçamentária para a UERJ na Constituição Estadual, em 89; aglutinou o maior debate sobre a universidade em sua história, o processo Estatuinte, engavetado pela conselho universitário em setembro de 91. Em 92, a entidade cria uma das publicações de maior longevidade e respeitabilidade na universidade, a revista ADVIR.

Da voluntariedade dos primeiros anos - quando o sentimento do momento histórico vivido superava até mesmo a inexistência de um espaço físico - aos mais de 1500 filiados de hoje, são 21 anos de luta pela universidade pública, gratuita e de qualidade. Do primeiro presidente, o professor Ricardo Santos do IBRAG, até o ano corrente, foram onze gestões e sete docentes a dirigir a entidade. Em 99, a professora Cláudia Gonçalves, primeira mulher a presidir a ASDUERJ, foi reeleita numa das maiores votações da história da entidade.

Filiada à ANDES-SN (Associação Nacional de Docentes de Ensino Superior - Sindicato Nacional) - entidade que ajudou a construir, numa ação histórica do movimento docente nacional - a ASDUERJ em sua maioridade é um indiscutível patrimônio dos professores da UERJ, que, sem prejuízo da plástica dos conflitos, vêm contribuindo para a construção da história da educação no Brasil.

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