Plebiscito garante a permanência do curso de Direito na Uerj

A Faculdade de Direito permanece na Uerj. Foi o que decidiu o plebiscito realizado na última semana entre os votos da comunidade docente, discente e servidores técnico-administrativos da unidade. Afastando assim a possibilidade de transferência para o antigo prédio do Tribunal de Alçada e do Júri, do Tribunal de Justiça - no Centro do Rio.

Apesar do processo democrático, setores externos à Uerj demonstraram descontentamento com a decisão. Nesta terça-feira (15/5) o colunista Ancelmo Gois, do Jornal O Globo, divulgou nota comentando uma suposta comemoração ao resultado por parte da diretoria da Faculdade de Direito. Cabe ressaltar que, tanto a primeira informação pública sobre a possível saída do curso, quanto as principais subsequentes, foram justamente publicada pelo colunista.

A publicação do Jornal O Globo gerou uma nota de esclarecimento por parte do professor Ricardo Lodi Ribeiro (foto), diretor da Faculdade de Direito. Confira abaixo a nota na íntegra:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Acerca da maliciosa nota do jornalista Ancelmo Gois, sempre ele, a respeito de suposta comemoração sobre o resultado do plebiscito pelo qual da Faculdade de Direito da UERJ decidiu ficar no campus Maracanã, cumpre esclarecer o que se segue:

 

a) A Direção da Faculdade de Direito propôs um plebiscito ao Conselho Departamental para que a decisão sobre a ideia de transferência da Faculdade para o Centro fosse ampliada para além do referido órgão deliberativo, com a participação de todos os professores, alunos e servidores técnico-administrativos.

b) Aprovado o plebiscito, a Direção optou por manter-se em posição institucional de neutralidade, a fim de garantir a paridade de forças entre os dois movimentos que se organizaram na defesa (Muda Direito) e na oposição (Direito Fica) à proposta de alteração.

c) Conforme reconhecido pelos dois movimentos, a neutralidade assumida pela Direção colaborou para que tenhamos tido um ambiente institucional em que todos puderam expressar livre e amplamente as suas posições, tendo a maioria decidido pela permanência no Campus, o que se verificou tanto na urna dos alunos, quanto na dos servidores (docentes e técnicos).

d) Independentemente do resultado, o plebiscito constituiu-se no momento de maior participação democrática dos 83 anos da história da Faculdade, fenômeno que certamente ensejará que, mantida a mobilização e recomposta a unidade, todos possam trabalhar juntos para o engrandecimento do Direito UERJ.

e) Ao contrário do que a nota do jornalista apontou, a Direção da Faculdade não compareceu a qualquer comemoração sobre o resultado do plebiscito. O evento a que o jornalista se referiu foi a comemoração privada do aniversário de um aluno, que se realizou fora das dependências da Universidade.

f) Os comentários sobre as canções entoadas pelos participantes do evento privado revelam muito mais sobre as concepções ideológicas do colunista, camufladas por uma falsa imparcialidade jornalística, do que as das pessoas presentes ao evento, cujo interesse público só persiste em um ambiente de manipulação das informações com objetivos de atacar a Faculdade de Direito e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, bem como os seus professores, alunos e servidores e as escolhas por estes democraticamente adotadas.

Rio de Janeiro, 15 de maio de 2018.

Ricardo Lodi Ribeiro
Diretor da Faculdade de Direito das UERJ