Docentes da Uerj continuam sem previsão de receber

A falta do pagamento dos salários dos meses de agosto, setembro e do décimo terceiro vem levando os professores da Uerj a uma situação de prolongada agonia. No primeiro semestre deste ano, os docentes da universidade chegaram a trabalhar com até quatro meses de salários atrasados. Diferentes desculpas para a falta de pagamento e de verbas para a universidade foram usadas pelo governador Pezão e pelo Secretário de Fazenda Gustavo Barbosa, entre elas os arrestos feitos pelo governo federal em função do não pagamento da dívida com a união. Com o acordo de recuperação fiscal, essas desculpas não valem mais. O que persiste é uma violação do princípio da isonomia garantido no artigo quinto da constituição.

 

As notícias veiculadas na última segunda agravaram a tensão na universidade, uma das mais importantes do país. Segundo a associação de docentes da Uerj, o governo vem seguidamente descumprindo os acordos com a categoria e fechou todos os canais de diálogo, demonstrando total falta de sensibilidade. De acordo com Rodrigo dos Reis da diretoria da associação de docentes da Uerj, "Para a categoria a falta de isonomia e de diálogo por parte do governo é inaceitável e pode ser entendida como crime de responsabilidade". Para Ana Carolina Feldenheimer, também da diretoria da Associação, "Ao colocar as universidades em último plano, nossos gestores não estão comprometendo apenas a subsistência de profissionais altamente qualificados, ele está comprometendo o futuro de milhares de jovens e o futuro do próprio estado".