Movimento
Docente demonstra disposição de luta em Manaus

Mais de 400 docentes participam do 31º Congresso do Andes-SN em Manaus-MT • Foto: Silvana Sá (Adufrj)
O
31º Congresso do Andes-SN, realizado em Manaus, de 15 a 20 de
janeiro, reuniu mais de 400 participantes. Dentre as deliberações
no plano de lutas geral, foi destacada a necessidade de se “reforçar
o trabalho de base, a defesa do Sindicato e seu registro sindical”,
conforme enfatiza Guilherme Mota, presidente da Asduerj, que liderou
a delegação da entidade.

Delegação da Asduerj acompanha os debates durante o 31º Congresso do Andes-SN • Foto: Guilherme Mota
Mantendo sua tradição de forte
representação junto ao movimento docente nacional, a Asduerj se fez
presente ao Congresso com uma delegação de 10 representantes, entre
delegados e observadores.
Durante
as discussões, também teve destaque a continuidade da campanha
pelos “10% do PIB para a educação pública, já!”.
Andes-SN
debate o fortalecimento da CSP-Conlutas

Delegados votam as propostas do Congresso, após intensos debates • Foto: Silvana Sá (Adufrj)
Após
intenso debate, aprovou-se que o Andes-SN proponha, no 1º Congresso
da CSP-Conlutas, a mudança do nome da Central. A indicação é de
que seja usado somente o termo CSP (Central Sindical e Popular) a fim
de ampliar o diálogo da Central com os demais setores de luta dos
trabalhadores e com a sociedade em geral. Além disto, foi chancelada
a proposta de aumento de 3% para 5% da contribuição das entidades
filiadas, a fim de aumentar a capacidade operacional da Central.
Congresso
define apoio financeiro às greves docentes
das universidades
estaduais e municipais

Representantes das entidades docentes durante a Plenária de Encerramento • Foto: Silvana Sá (Adufrj)
O
31º Congresso também aprovou a disponibilização de até 30% do
Fundo Nacional de Mobilização (FNM) para auxiliar seções
sindicais das universidades estaduais e municipais em greve. Os
critérios para utilização serão definidos no próximo Conad do
Andes-SN, até lá, a diretoria do sindicato assume a
responsabilidade da liberação.
Delegados
da Asduerj se candidatam à próxima gestão no Andes Regional

Maria Luiza Tambellini, delegada da Asduerj, discursa durante os debates do Congresso • Foto: Silvana Sá (Adufrj)
Durante
os debates para a formação da chapa 1, “Trabalho docente
compromisso social”, foram indicados dois representantes da Asduerj
para o próximo mandato da Regional Rio de Janeiro do Andes-SN. São
eles: o professor João Pedro Vieira, da faculdade de Comunicação
Social, e a professora Maria Luiza Tambellini, da faculdade de Serviço
Social, que concorrerão a II Secretário e I Tesoureira,
respectivamente.

Asduerj
repudia a tentativa de solapar a autonomia da Uezo
A
Asduerj apoia a comunidade ueziana na luta contra a arbitrária
intenção de encampação da UEZO pela UERJ e corrobora a moção de
repúdio a este lamentável equívoco da reitoria da Uerj, publicada
durante o Congresso do ANDES-SN. Abaixo, transcrevemos o texto da
moção:
“Os
delegados ao 31º Congresso do ANDES-SN, realizado em Manaus-AM, no
período de 15 a 20 de janeiro de 2012, manifestam veemente REPÚDIO
a qualquer iniciativa de encampação da Fundação Centro
Universitário Estadual da Zona Oeste (UEZO) pela Universidade do
Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Considerando que a comunidade
ueziana é contra esta encampação, e entende que esta iniciativa
poderia acabar com a sua identidade, uma vez que, diferente da UERJ
foi criada como instituição tecnológica”.
Leia
na página da Asduerj a Moção de Repúdio que indica o posicionamento da
comunidade ueziana sobre esta situação.
TKCSA
é obrigada a desistir de ações contra pesquisadores
A
Fiocruz assinou, na OAB, nota de desistência cancelando a ação
movida pela Companhia Siderúrgica TKCSA contra os pesquisadores
Hermano Castro (ENSP), Alexandre Pessoa Dias (EPSJV) e também contra
a bióloga Mônica Lima, do Hospital Universitário Pedro Ernesto. Os
pesquisadores estavam sendo processados judicialmente pela empresa
por declarações sobre os impactos que a companhia tem gerado, em
especial para a população do bairro de Santa Cruz.
A
Asduerj, que participou intensamente desta batalha, parabeniza os
companheiros pela coragem e pelo exemplo.
O
Massacre de Pinheirinho

São
José dos Campos (SP) testemunhou mais um massacre na história
brasileira. A expulsão violenta de mais de mil famílias que
tentavam sobreviver no latifúndio urbano batizado de Pinheirinho (1
milhão de m² antes reservados à exploração imobiliária) que o
especulador “condenado” Naji Nahas chama de “sua propriedade”.
O mais absurdo é que havia um acordo em andamento e uma decisão da
Justiça Federal mandando suspender tal “reintegração de posse”.
Contudo, o governador Geraldo Alckmin e o Tribunal de Justiça de São
Paulo, velhos defensores dos interesses dos poderosos, interromperam
qualquer possibilidade de diálogo, fazendo desabar a violência
sobre mais de 6000 pobres para, como de costume, defender a
oligarquia financeira. Entre mortos e feridos, encontra-se a
democracia e o sagrado direito à vida e à liberdade simplesmente de
existir.
Acompanhe,
no vídeo sobre a tragédia, a história que não “deu” no Jornal
Nacional.